O meu parto 

Há muito tempo que não passo pelo blog, mas que posso dizer… FUI MAMÃ HÁ 15 DIAS!!!! ❤️❤️❤️❤️❤️

Estou tão mas tão apaixonada pela minha princesinha!! 🎀💕🙏

Mas tal como sempre gostei de ler relatos de partos, chegou a minha vez de fazer o meu.

Pois bem, dei entrada no hospital da universidade de Zurich no dia 1 de Janeiro pelas 11:00.

 
Completava 38 semaninhas nesse dia e estava super feliz!! Afinal íamos dar início ao processo de indução do parto. Não tardava estaríamos a conhecer a nossa menina.

 
Fui levada para o quarto, trouxeram me o almoço e durante a tarde lá demos início ao processo para estimular a contracção do útero.

O processo de indução consistiu em introduzir vaginalmente comprimidos de Misoprostol de  4 em 4 horas num total de 6 comprimidos seguindo-se uma pausa de 12 horas. Entre a administração dos medicamentos fazia constantes CTGs para ver como estava a menina. A enfermeira vinha muitas vezes acordá-la pois ela estava sempre a dormir.

[ Entretanto no meio disto tudo os meus pais que estavam em Portugal para visitar o outro netinho récem-nascido na véspera de Natal, regressaram no dia 2, mal souberam que eu estava no hospital. ]

Digamos que passados 6 comprimidos não haviam quaisquer sinais de início de trabalho de parto. Depois pausa de 12h e novo ciclo de comprimidos, que continuou sem resultar e estava apenas com 2 cm de dilatação e a começar a inchar um pouco, eram membros inferiores, superiores, cara… Escusado será dizer que durante os dias no hospital andei escada acima e escada abaixo a dançar para ver se a coisa acelerava.

 
No dia 4, às 12:00 decidiu-se então colocar o balão de Foley por 24 horas. Dores horríveis devo dizer, seguidas de cerca de 2h de contracções fortes, que depois passaram. Eu e a princesa continuávamos a ser bem monitorizadas e estava tudo dentro do normal, e o CTG já mostrava algumas contracções mais fortes.

  

No dia 5 de manhã fui à casa de banho e o balão caiu. Significava que estava a ter dilatação. Fui tomar um duche e ao sair do chuveiro … Puffffff… Bolsa das águas rebenta!!!! Só pensei “é agora!!” Um misto de emoções, ria, chorava, comecei a ter contrações mais fortes…. Liguei ao marido e pedi-lhe para ir depressa para o hospital pois estava na hora.

Aqui está a minha última foto gravida!

 
Chamei a parteira que me analisou e colocou no CTG e me diz que estava com 9 cm de dilatação e que tinha de ir imediatamente para a sala de partos. Lá me levaram. Entretanto chegou o meu mais que tudo. Íamos conhecer a nossa filha!!! 🙏🙏🙏🙏🙏

Na sala de partos voltaram a verificar o cólo do útero que afinal retraiu e estava de 5 cm de dilatação. Afinal ainda podia demorar.

Depois dizem-me que devido à toma da injecção de Fragmin 2h antes, afinal não poderia levar epidural (a menos que estivesse entre 12 e 24h sem a administração de Fragmin). A principal razão é que levar epidural sob o efeito de Fragmin poderia provocar hematomas na coluna podendo levar a graves complicações. Portanto, o parto sem epidural foi um “mal” necessário. Mas um medo avassalador tomou conta de mim. E começaram as contrações fortes e mais próximas e mais próximas. E as dores…..

Arranjaram uma forma de aliviar as dores, com um gás que eu respirava quando sentia uma contracção. Respirei tanto aquilo que entrei em êxtase e parecia que vi tudo em slow motion. Juro que vi o parto a acontecer e senti a minha filha a nascer, e perdi os sentidos por segundos. E acordei a perguntar ao meu marido se a menina estava bem e se a placenta tinha sido expulsa. Afinal foi o excesso de gás que me fez a mente pregar esta partida. Estava tudo na mesma.

Como podia respirar só um bocadinho daquele gás, de pouco valia e sentia tanto aquelas dores terríveis… E as horas passavam, as dores eram imensas, e as coisas não avançavam, a menina não descia. O médico Obstetra veio dizer-me que se não avançasse teríamos de partir para uso de ventosa ou mesmo cesariana. Eu disse que preferia cesariana pois queria evitar a todo o custo o uso da ventosa. Tinha um medo enorme da ventosa e do que poderia fazer à cabeça da minha menina.

E depois de tanto puxar e de tantas dores pedi muito que me fizessem cesariana, ao qual me responderam que já não seria possível pois a menina já tinha descido e que teriam mesmo de recorrer à ventosa. E o tempo passava e puxava e puxava e nada. Sempre a ouvir da parteira para respirar, que era importante respirar. O meu marido sempre do meu lado, sempre a incentivar que não tardava e estaríamos com a nossa princesa nos braços. Foi um apoio extraordinário e sem ele não conseguiria de certeza.

Não tenho muito bem a noção, mas pelas 21:30 iniciamos a parte da expulsão. Eu estava exausta, sem forças e sem energia. Digamos que senti tudo… O corte da episiotomia (senti tipo 3 tesouradas), introduzirem a ventosa (que doeu imenso) e puxarem a menina. De repente o meu marido diz que a cabecita já estava cá fora e que era cabeluda. O médico diz-me para fazer força o mais que pudesse mesmo sem contracção. Acho que nesta fase gritei imenso. É essa a noção que tenho. E de repente a minha princesa estava nos meus braços!! 🙏😍🙏❤️ que felicidade!!

 

O papá levou a princesa para os avós conhecerem. E ficou sempre com ela.
O pior veio depois. A placenta demorou mais de meia hora a ser expulsa. E quando a parteira esteva a verificar viu que a placenta não estava completa e chamou de novo o médico que confirmou com ecografia restos de placenta ainda no útero. Teríamos de partir rapidamente para uma curetagem mais agressiva pois o utero estava muito fragilizado e os riscos eram muitos. Foi-me explicado tudo e inclusivé tive de assinar um documento. Lembro-me de ver entrar o anestesista com equipamentos atrás, os médicos e parteiras que me assistiram antes, colocaram-me a máscara e apaguei.

O meu amor acordou-me, tremia imenso e sentia frio, tinha perdido imenso sangue (1.2 litros) e não estava bem. Depois vem o meu pai dar-me um beijo e dizer-me que tinha uma menina muito linda.

Continuava a tremer imenso e com febre alta. O meu amor ficou comigo mais algum tempo a aproveitarmos a nossa princesinha. As 3:30 da manhã, eu e a princesa fomos levadas para o nosso quarto para ambas tentarmos descansar e dormir.

 

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