Infecção urinária na gravidez

A bexiga parece estar mais do que cheia e na hora “H” saem apenas algumas pinguinhas, acompanhadas de ardor e dor… Parece familiar? Pois é, já não bastava todos os problemas referidos nos posts anteriores, chegou a vez da infecção urinária.

Passei um óptimo dia de segunda-feira. Andei super relaxada, pois optei por estar mais descontraída e trabalhar a partir de casa. Fui deitar-me por volta das 22h30 e adormeci logo. Acordo 1h depois com imensa vontade de fazer xixi. Tal o meu espanto quando no WC me deparo com um ardor imenso acompanhado de dor e sangue na urina. Fiquei super assustada de início, mas logo acalmei quando me apercebi que o sangue nada tinha a ver com o útero mas sim com a uretra/bexiga. Escusado será dizer que passei a noite na casa-de-banho a fazer xixi às pinguinhas.

Na manhã seguinte, terça-feira, telefonei à minha médica para que me recebesse o quanto antes, sendo possível apenas hoje de manhã cedo. Ao longo do dia de ontem a situação foi melhorando, mas não passando. De modo que esta manhã com uma breve análise à urina foi detectada a infecção e sangue: hemácias (glóbulos vermelhos) e leucócitos (glóbulos brancos ). Recomendou de imediato antibiótico de 12 em 12h durante 6 dias.

 

Entretanto para ter mesmo a certeza que o sangue na urina não era do útero, a médica analisou-me o colo do útero. Está bem fechadinho e a 43mm. Ou seja, está óptimo. Seria mais preocupante se estivesse menor que 35mm. Como a médica fez ecografia endovaginal, deu para ver que a princesa já está cefálica. Mas já na próxima sexta-feira teremos a consulta das 32 semanas e vamos ver como estou da infecção e acima de tudo como está a princesa no geral.

 

Mas porque é que a infecção urinária é mais recorrente na gravidez?

É normal ter pelo menos um episódio de infecção urinária durante a gravidez, pois as alterações que ocorrem no organismo da mulher durante esse período favorecem o aparecimento de infecções no tracto urinário. Este problema pode não apresentar sintomas, por isso deve estar-se atenta a pequenas alterações, como urgência em urinar e desconforto/ardor ao urinar. A gravidez deixa as mulheres mais suscetíveis às infecções, porque as hormonas da gestação afrouxam os músculos nos rins e na uretra, o que diminui o fluxo de urina dos rins para a bexiga, e as bactérias têm mais tempo para se multiplicarem. Em geral causada por bactérias como a E. Coli, a infecção pode acometer apenas à bexiga (cistite) ou chegar até os rins (pielonefrite) – sendo esta última considerada mais grave.

Os sintomas da infecção urinária são:

  • Aumento da frequência em urinar;
  • Urina turva;
  • Urgência em urinar;
  • Dor/ardor ao urinar;
  • Vestígios de sangue ao urinar.

Quando a infecção urinária atinge os rins, os sintomas incluem:

  • Febre;
  • Dor no fundo das costas;
  • Enjoos e vómitos;
  • Dificuldade para urinar.

A infecção urinária deve ser sempre tratada com o uso de antibióticos para prevenir complicações para o bebé, como por exemplo o parto prematuro, diminuição do crescimento intra-uterino e baixo peso ao nascer. Se não for tratada, a infecção urinária pode também causar complicações para a mãe:  anemia, hipertensão e pré-eclâmpsia, além de aumento do risco de infecções na bexiga e pielonefrite, infecção grave nos rins.

Alguns hábitos de vida podem ajudar a evitar infecções e devem ser praticados por todas as mulheres, como ingerir água em abundância, não segurar o xixi muito tempo e ir sempre ao WC logo após o acto sexual são algumas das recomendações.

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