A assustadora palavra: infertilidade

Naquele percurso de crescer-estudar-trabalhar-casar, ter filhos é simplesmente o curso normal da vida. Quando somos novos não pensamos muito nisso, apenas pensamos que sendo um processo natural, acabará por surgir mais cedo ou mais tarde na nossa vida.

Mas como já referi em posts anteriores, quando parece surgir aquele desejo de sermos pais, de ser mãe arrebata-nos o coração, e decidimos e passamos à fase de tentar engravidar: achamos que namorar muito e com muito amor o momento acontecerá.

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Pois bem, entretanto passou 1 mês, 3 meses, 7 meses, e o tão desejado positivo (filho) não chegava. Começou a ansiedade. A incompreensão. A dúvida. Embora os médicos digam que demorar até 1 ano para conseguir engravidar não é de todo alarmante. Mas aquela questão “será que temos algum problema?” começa a ecoar nas nossas cabeças cada vez com mais frequência. E, acreditem, nem sempre é fácil para nós como casal admitir que precisa de ajuda para perceber o que se passa.

Na verdade, a fertilidade feminina começa a diminuir a partir dos 30 anos, e mais marcadamente a partir dos 35. E apesar de historicamente a mulher ser “a culpada” do casal não conseguir ter filhos, sabemos que na sociedade actual, factor feminino e masculino contribuem de forma muito idêntica para a ocorrência de uma gravidez.

E nós queríamos saber se tinhamos algum problema que estivesse a dificultar a gravidez. Quando não se consegue uma gravidez e se recorre a ajuda médica, embarca-se numa luta, e nós não tinhamos muito a noção disso. Uma luta para perceber o que não está bem – e isso implica muitos exames, muitas angústias, mas também e acima de tudo, muita esperança de se conseguir a gravidez e o filho tão desejado.

Mas quando recebemos a notícia de que ambos temos um problema médico, e nos é diagnosticada infertilidade do casal (entenda-se que infertilidade não é sinónimo de esterilidade!!), que não nos é possível ser mãe ou ser pai ou sermos pais pelos métodos normais e que uma gravidez espontânea muito dificilmente ocorrerá, a primeira reacção foi uma grande tristeza.

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Depois começam as perguntas: porquê eu? Porquê ele?  Porquê nós? Porquê, porquê?

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E então quando chegámos à fase em que nos dizem que será preciso recorrer à FIV (fertilização in vitro), mais propriamente ICSI (injecção intra-citoplasmática de espermatozóides), sentimos uma mistura de sentimos, bons e menos bons. OK, não será possível engravidar espontaneamente, mas temos hipóteses de tratamento à nossa frente (imaginem que 3 a 4% das crianças que nascem na Europa são fruto destas técnicas). Mas acima de tudo a luta que temos pela frente, o desgaste psicológico … e questioná-mo-nos: somos fortes o suficiente para aguentar a pressão? A nossa relação benificiará ou sofrerá com isto tudo? Mas na realidade sao apenas dúvidas estúpidas. Como já referi, ambos acreditamos que juntos e com amor ultrapassaremos tudo. Afinal estamos juntos a lutar pelo desejo de sermos pais. Já diz o ditado: “O amor é juntos caminharmos na mesma direcção”.

Confesso que às vezes é-nos difícil aceitar que teremos que gerar um filho de forma artificial e medicamente assistida e que mesmo assim as chances não serão de 100%. Na fase da tristeza, fazemo-nos de vítimas, choramos e choramos, porém depois da dor, passamos a olhar para a situação de outra forma. Passamos a avaliar histórias de quem fez e teve sucesso, de realizar o nosso sonho, e as nossas esperanças se renovam.

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E vamos à luta e faremos o tratamento que for necessário para que tenhamos o nosso Tesouro! É preciso coragem para enfrentar todo este longo processo que ainda temos pela frente e é preciso também um pouco de sorte, para que  tudo resulte nas diversas fases do tratamento.

janaine

E nós não desistimos! Vamos à luta! Sim, queremos ser pais!

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